De novo

20:41


Eu sonhei contigo, acordei depressa e tentei lembrar todos os detalhes perdidos no subconsciente. Tentei reconstruir aquela cena em que nós ríamos numa rua que nunca fui e tu me olhava com meu sorriso favorito, meio torto, contraído e sem os dentes. Naquela noite, descobri que ainda gostava de ti e que fui a última a perceber. De novo, eu tentei estar perto de ti ainda que tu pareça ter medo de mim.

De novo, eu sinto o aconchego dos teus ombros. Sem que precise falar, sinto um mar de emoções vindo da tua pele quente. Um mar que chegou à areia com algum tempo de atraso e trouxe sentimentos antigos, ancorados nas profundezas. É, eu sei que tu esperava que eles tivessem perdido a forma e que eu só fosse mais um peixe. Mas tu pode me dizer que nem o golfinho mais atraente do Oceano te faria sair da minha vida.

De novo, perco a paciência contigo. Nossos ritmos são diferentes e, enquanto eu te acelero, tu me acalma. Tu é como uma brisa leve que, aos poucos, me faz arrepiar e sair da zona de controle. De novo, encontramos-nos em partes diferentes da história. Mas, tu sabe, apenas fico feliz que não chegou o fim.

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