Mochilão ou mala de bordo em viagens low cost?

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Um mochilão de um mês, um ano, ou uma semana, que seja, em todos é preciso uma preparação. Tempos antes, começa a bater a ansiedade, que para muitos é grande, principalmente se for o caso de uma primeira experiência. Surgem dúvidas sobre vestuário, comidas estratégicas e barras de cereais, cosméticos, remédios e tudo que engloba o ato de ficar mais de um dia fora de casa. Quando fala-se de outro país, entram as questões mais complicadas, como clima e costumes. Se o plano for uma temporada na África, é preciso pensar se é necessário o uso de turbantes em países como Marrocos. Ou, se for para a Rússia, levar roupas pesadas que protejam melhor talvez seja um problema. Do Alasca à Austrália, decisões pequenas e grandes são tomadas antes de embarcar para o destino final, todas são pensadas, repensadas e repensadas de novo.

Em qualquer viagem, uma das decisões que mais influenciarão em como tudo ocorrerá será onde colocar toda essa bagagem. As opções no mercado são infinitas, de malas da Minnie a Louis Vuitton. Pensando nos mochilões, em que os trajetos de um país para o outro é feito por companhias Low Cost, como Ryanair na Europa, um fator dominante é o peso e medidas aceitos. Por ter preço baixo em suas passagens, na maioria das vezes, essas empresas cobram um valor alto no caso da mala não caber no compartimento do avião. A multa pode chegar a 50 euros. A dimensão máxima aceita na Easyjet, empresa que também atua em grande parte do continente europeu, é de 56 x 45 x 25 cm (incluindo as rodas) e sem restrição de peso. A Ryanair é mais limitante e admite apenas bagagem de até 10 quilogramas e medidas de 55 cm x 40 cm x 20 cm.

Com a ideia na cabeça que esses serão seus limites, as opções ficam entre as mochilas de longas caminhadas (os famosos mochilões) e as malas de bordo. Ao checar o peso das duas opções em sites de compras, a conclusão foi que a mala de bordo chega a pesar de 2 a 3 quilogramas, dependendo de seu material, e a mochila pode pesar de 600 gramas a 2 quilogramas. Da marca francesa Decathlon, muito conceituada no Brasil, a mochila trekking com capacidade para 50 litros tem peso de 1,7 quilogramas. Como outra opção, a mala de bordo modelo Lunar, da Sestini, tem 2,13 quilogramas.

Ter espaço para levar uma souvenir a mais é significativo. A angustia toma conta quando há uma peça maravilhosa e de grande significado, mas não é possível levar por faltar lugar na bagagem. Não convém se arriscar e comprar os objetos lindos que houver pela frente se, depois de voltar ao hotel (ou couch/hostel/casa do amigo), percebe-se impossível guardar e trazer de volta. Pode sentar em cima, fazer rolinhos com as roupas, mas o material, por mais que não pareça, um momento cede ao tamanho limite. Uma das principais ‘lembrancinhas’ compradas na França, lugar mais visitado em 2013 de acordo com a Organização Mundial do Turismo (OMT), é a miniatura da charmosa Torre Eiffel. Em uma loja online, seu peso aparece sendo 60 gramas e sua altura 14 centímetros. Não é muito, mas também não é como uma pena. Esse espaço livre na bagagem é bem-vindo e sua nova decoração do quarto agradece.

A mochila, sendo mais leve, além de ajudar a guardar mais lembranças, facilita para subir escadas, andar a pé em asfaltos ruins e na praticidade numa viagem em condições mais precárias. Se, por acaso, precisar levar tudo que tiver para uma noite no deserto do Saara, a areia vai ser um grande empecilho para as rodinhas.

Um mochilão não atende às regras comum de uma viagem turística. O dinheiro às vezes falta e precisa ser economizado, o roteiro é livre e pode ocorrer de não ter uma acomodação no momento em que chegar. A mochila vira sua casa e seus pertences tudo no que pode contar. A relação com uma mala de bordo não consegue ser a mesma, com os ‘puxadores’ que não funcionam nas horas necessárias e as rodinhas sujas e barulhentas. Mas as costas não são de ferro, mesmo com todos os artifícios da mochila para se adaptar bem ao corpo, é preciso descansar do peso de hora em outra. A não ser que seja um Capitão América descobrindo outros continentes.

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