Eurotrip: A Praga que é uma graça

19:22


Praga e cidade cujo o nome não sei escrever, República Checa. Morar em outro país tem muitas vantagens, porém a principal é poder fazer amizades por todos os lados desse mundo. Denisa pode parecer um nome mais brasileiro e latino, mas, na verdade, é como chamo minha amiga tcheca. Sua cidade é pequena e comum, mas trinta minutos depois, chega-se a capital, com lá seu um milhão e poucos habitantes.


Um rio largo com cisnes e pontes para todos os lados. Posso ter atravessado umas três, três vezes cada. De um lado a praça principal e muitos preguiçosos perambulando com seus Segways, do outro, castelo, vistas e degraus, o que no calor de 27 graus, sensação de 35, não é muita vantagem. De cinco meses no Porto, minha pele decidiu ficar vermelha logo no leste europeu. 

No rio, dezena de pedalinhos, os mais atraentes se assemelhavam a um fusca 200 korunas mais caro. De três dias, separamos um para pedalar. O veículo mais barato era como um projeto de lancha e cadeiras de praia como assento. Poderíamos ter pego o cisne gigante, mas vai que os animais estranhem e nos ataquem. Uma hora tentando não ultrapassar o limite de distância e, ao mesmo tempo, fazer uma foto decente sem deixar o celular se perder na água. 


Lennon wall, parede na qual mensagens inspiradas por John Lennon começaram a aparecer no final da ditadura comunista. Se viam frases, rostos, ou até o ano em que a pessoa passou por alí. Até rolou um acidente e o moço acabou voltando pra casa mais azul que o gênio de Aladdin.


Descobri que uma enchente destruiu boa parte de Praga. Era imperceptível, ao menos por onde andei. Minha guia turística particular também me afirmou a segurança da cidade, mas pediu que ficasse de olho com minha mochila. Não senti necessidade de olhar nem um instante, creio que paulistano saiba quando é preciso manter a guarda, ou não.

Agora não preciso da desculpa de conhecer alguém na cidade, eu conheço e amo, já basta para voltar.

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