Eurotrip: Alternativa Berlim

22:09


Berlim, Alemanha. Talvez o lugar mais interessante que já fui. Do memorial aos judeus assassinados ao muro da Guerra Fria, tudo me remetia a zilhões de acontecimentos que não conheço direito. Não achei possível uma cidade me mostrar o quanto de história ainda preciso saber. Apesar de o atendimento não fugir da antipatia européia. 


Não me contentei com as igrejas católicas e típicos prédios antigos. A cada pessoa exótica que passava, queria mais explorar os lados alternativos de Berlim. Foi num free walking tour onde ouvi sobre os artistas de rua mais inusitados possíveis. Admito os nomes serem complicados demais para um cérebro de língua latina, mas me recordo do homem que usa de fotografia para estampar mulheres dançando em rave e festas. Da mulher francesa a qual o nome parecia com uma gíria em alemão para "bunda" e daí começou a estampar desenhos de traseiros por aí. Dois mil e qualquer coisa de bumbuns. 


Transporte público em sua complexidade era uma verdade dor de cabeça para quem viaja sozinha. Provavelmente os nomes das estações pioravam, mas as linhas confusas não ajudavam também. Sem catraca, ficava a dúvida entre tentar usar o bilhete antigo quase dando duas horas da compra e, quem sabe, ser pega, ou pagar mais injustos 2,70 euros.


Ver tantos protestos nas paredes por onde andava e descobrir mais sobre as reivindicações dos berlineses me fez querer jogar um copo de cerveja também. De capitalismo a socialismo, as mudanças do oeste a leste, sempre havia algo pelo qual lutar, e eles o faziam. Além da beleza urbana e cool, ainda tinha o largo rio Spree. Berlim queria mesmo me conquistar. Pontes e rios são meus pontos fracos, não sendo o Tietê, esse pedaço de água contribui para o charme.

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