Diário de intercâmbio: Porto, ponto

15:40


Porto. Sem acréscimos, a cidade diz por si só. A Aliados e sua história, a Galeria de Paris e seus bares. Tranquilidade e agito ao mesmo tempo, é dos jovens, mas é dos idosos. É incrível como um lugar pode te ensinar só por ser cenário da sua vida por alguns meses. Esse tempo, em São Paulo, talvez passasse como qualquer outro, sem lições, mudanças, nenhum bolinho de bacalhau. Cada dia é para fazer-me acreditar nas diferenças, na cultura e no que sou capaz.

Te amo virou amo-te, legal, fixe. É sempre olá e até já. Creme de leite agora é nata e o alho é francês. No começo, é estranho, dá vontade de voltar para casa por uma paçoca e televisão. No segundo mês, ficar sem o creme de avelã do Mini Preço é difícil. No terceiro, já dá para cumprimentar o senhor que mora embaixo. Virou rotina, de novo, e precisarei me acostumar com outra daqui dois meses e pouco. Não sinto falta do ônibus lotado, nem da estação Barra Funda.

Gosto de acordar meia hora antes da aula e chegar a tempo na faculdade, de quinta-feira ser sexta, da Ribeira e seus turistas, de poder olhar o site GoEuro sabendo que posso ir à Espanha em uma hora. Os portugueses, muitas vezes rabugentos, não substituem, nem um pouco, a alegria brasileira, mas, por seis meses, até que é bom morar sem ter medo de andar à noite na rua. A não ser pelos homens desrespeitosos que sabem provocar até em outras línguas. Isso nenhum país consegue consertar. 

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